A língua portuguesa é decisiva em concursos públicos. Dentre os conteúdos de estilística, as figuras de linguagem ocupam lugar de destaque, sendo ferramentas essenciais para a interpretação de textos e charges.
(Confira também nosso artigo sobre Tipologia Textual para dominar a estrutura dos textos).
Dominar esses recursos permite identificar nuances que as bancas adoram cobrar. Vamos focar no trio mais frequente: metáfora, metonímia e ironia.
1. Metáfora: A Comparação Implícita
A metáfora é a substituição de um termo por outro com base em uma semelhança subentendida, sem o uso de conectivos comparativos (como “como” ou “tal qual”).
Exemplo: “Ele é um leão na defesa dos direitos” (Comparação implícita de coragem/força).
2. Metonímia: A Substituição por Contiguidade
Ocorre quando se substitui um termo por outro com o qual mantém uma relação de proximidade lógica ou material.
- O autor pela obra: “Li Machado de Assis” (Li o livro dele).
- O continente pelo conteúdo: “Bebeu um copo de água” (Bebeu a água que estava no copo).
3. Ironia: O Dito pelo Não Dito
Consiste em dizer o contrário do que se pensa, geralmente com tom sarcástico, para criticar ou enfatizar algo. O contexto é fundamental para sua identificação.
Conclusão
As figuras de linguagem dão cor e profundidade ao texto. Identificá-las corretamente é um passo gigante para gabaritar as questões de interpretação e análise linguística em sua prova.
