Classes de Palavras: Pronomes, Preposições e Conjunções em Concursos

O estudo das classes de palavras é fundamental para resolver questões de Língua Portuguesa em concursos públicos. Pronomes, preposições e conjunções aparecem tanto em perguntas de classificação gramatical quanto em análises de sentido, coesão, regência e interpretação de textos. Por isso, não basta decorar definições: é necessário observar a função que cada palavra exerce no contexto.

1. Pronomes

Pronomes são palavras que podem acompanhar ou substituir um substantivo, indicando pessoas do discurso, posse, localização, quantidade ou identidade. Entre os principais grupos estão os pronomes pessoais, possessivos, demonstrativos, indefinidos, interrogativos, relativos e de tratamento.

Pronomes pessoais

Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso. São retos quando exercem, normalmente, a função de sujeito: eu, tu, ele, nós, vós e eles. São oblíquos quando atuam como complementos ou adjuntos: me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, lhes, entre outros. Em concursos, é importante diferenciar o, a, os e as, que geralmente exercem função de objeto direto, de lhe e lhes, normalmente relacionados ao objeto indireto.

Também merece atenção o uso de pronomes oblíquos após verbos no infinitivo. Em construções como “para eu estudar”, o pronome eu funciona como sujeito do infinitivo. Já em “para me ajudar”, me é complemento do verbo ajudar. Essa distinção costuma ser explorada em provas.

Pronomes demonstrativos

Este, esta e isto costumam indicar proximidade de quem fala ou algo que ainda será mencionado. Esse, essa e isso podem indicar proximidade de quem ouve ou retomar uma informação já apresentada. Aquele, aquela e aquilo indicam maior distância. Em textos, os demonstrativos também estabelecem relações de coesão: “O servidor apresentou o recurso. Esse documento foi analisado pela comissão.”

Pronomes relativos

Pronomes relativos retomam um termo anterior e conectam orações. Que, quem, o qual, cujo, onde e quanto são exemplos importantes. O pronome cujo indica posse e deve concordar com o termo possuído: “a decisão cujos fundamentos foram apresentados”. Não se deve usar artigo depois de cujo: a forma “cujo o” está inadequada na norma-padrão.

2. Preposições

Preposições ligam palavras, estabelecendo relações de sentido como causa, finalidade, origem, meio, posse, direção e assunto. As principais são a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre e trás.

Algumas palavras podem funcionar como preposição em determinados contextos. É o caso de conforme, segundo, mediante, durante, salvo e exceto. A classificação depende do emprego na frase. Em “segundo o edital”, segundo introduz uma relação prepositiva; em “o segundo candidato”, atua como numeral ordinal.

Preposição e regência

A preposição é essencial para compreender a regência. Verbos como gostar, obedecer, assistir, visar e preferir podem exigir preposições específicas. Em “o candidato gosta de Direito”, de é exigida pelo verbo gostar. Em “o servidor obedeceu ao regulamento”, a preposição a aparece por exigência de obedecer. A troca ou retirada da preposição pode alterar a correção e, em alguns casos, o sentido.

3. Conjunções

Conjunções ligam orações ou termos semelhantes, estabelecendo relações semânticas. As coordenativas podem ser aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas ou explicativas. Exemplos: e, nem, mas, porém, ou, logo, portanto, porque e pois.

As subordinativas introduzem orações dependentes. Podem expressar causa, comparação, concessão, condição, conformidade, finalidade, proporção, tempo e consequência. Embora introduz uma ideia concessiva; caso introduz condição; conforme pode expressar conformidade; para que indica finalidade; quando e enquanto indicam circunstância temporal.

Valor semântico

Em provas, a mesma conjunção pode assumir valores diferentes. “Como” pode indicar causa, comparação ou conformidade. “E” normalmente expressa adição, mas pode sugerir consequência ou oposição conforme o contexto. Por isso, a análise deve considerar a relação entre as orações, e não apenas a lista decorada de conjunções.

4. Dicas para concursos

Ao analisar uma palavra, observe sua função na frase, o termo que ela acompanha ou retoma e a relação que estabelece. Em questões de substituição, verifique se a troca preserva a classe gramatical, a regência e o sentido. Em questões de interpretação, dê atenção aos pronomes e conectivos, pois eles organizam a progressão das ideias.

Conclusão

Pronomes, preposições e conjunções são classes indispensáveis para compreender a estrutura e o sentido dos textos. O domínio desses elementos ajuda a resolver questões de morfologia, sintaxe, coesão, regência e interpretação. A melhor estratégia é estudar a definição e, em seguida, analisar exemplos contextualizados, identificando a função exercida por cada palavra.